07 maio 2007

Pesadelo real...

Sem duvida nenhuma que ninguém é dono e senhor do seu destino. Sem duvida que ninguém pode prever o que irá ser o dia de amanhã. Sem duvida que os meus cunhados nunca poderiam sequer imaginar o que lhes iria acontecer... Esta ultima semana foi de pesadelo para nós...
Quinta feira, 3 Maio 2007 7h30m
-"Estou? Houve um incêndio... É melhor virem cá..."
Pergunto:
-"O que aconteceu?"
-"Parece que há um incêndio em casa do meu irmão. Vou lá ver o que se passa..."
Dou tempo a que lá chegue, tento ligar para o telemóvel, ninguém atende e o coração começa a ficar apertadinho, enquanto olho para os meus meninos ainda a dormir, tão sossegadinhos... Penso no meu sobrinho, no Hugo, com apenas 5 aninhos. Toca o telefone; é o meu sogro...
-"Já vou para aí..."
-"O que aconteceu?"
-"Já conto...Já estou a ir..."
O coração cada vez mais apertado, sem notícias de ninguém... E eu, sem coragem de perguntar mais nada com medo da resposta... Passados 5 minutos oiço um carro... Espreito pela janela e felizmente lá vem ele... Sorridente e com uma luva médica transformada num balão, com uma cara pintada por um bombeiro que, no meio da confusão o conseguiu acalmar e fazer rir com aquele balão "com cabelo e uma orelha direita..." O meu querido Huguinho... Sei depois que felizmente todos estão bem, excepto a minha cunhada que tinha ficado magoada nas pernas., com as quais teve que lutar contra um armário e uma parede que lhe haviam caído em cima no momento da explosão...
-"Está tudo destruído... Não sei como saíram todos sem se magoarem... Foi um milagre..."
Passado um pouco chega a minha cunhada, que já havia ido ao hospital, de pijama vestido, pois era a roupa que tinha no corpo.
-"Leva-me lá, que tenho que ir ver se ao menos consigo descobrir os meus documentos... Não tenho mais nada..."
Quando lá chegámos, não queria acreditar no que os meus olhos viam... Estava tudo destruído... As paredes interiores da casa simplesmente tinham deixado de existir... Estava tudo queimado... As roupas, os haveres, as recordações, os brinquedos do menino, toda uma vida...
No final da tarde já nem vestígios havia do que tinha sido aquela casa. Por aconselhamento dos bombeiros teve que se proceder à sua demolição, pois havia risco de ruir, uma vez que a sua estrutura tinha sido completamente abalada. E assim de uma hora para a outra, uma pessoa volta à estaca zero.
O bem mais precioso, esse felizmente ficou bem presente. O meu sobrinho, o meu cunhado, a minha cunhada, e a mãe dela que vivia com eles... Tudo o resto volta... Demore mais ou menos tempo, tudo volta... Novas roupas, novas mobílias, novas loiças... A VIDA é que não existe dinheiro no Mundo que a pague. Estou muito feliz porque sobreviveram. E nós... Cá estaremos para ajudar no que for preciso, e felizmente tem surgido tanta ajuda...
Obrigada por tudo a todos quantos já ajudaram, e um grande MUITO OBRIGADA ao senhor que tirou o meu sobrinho Hugo pela janela e, o levou para longe do fogo, enquanto a minha cunhada tentava libertar as pernas e o meu cunhado a tentava libertar a ela. BEM HAJAM!

3 comentários:

Rita disse...

Eu li a notícia deste incendio no jornal... Bolas! Nunca acreditamos que é sobre alguém que conhecemos.
Força!

ticopei disse...

Obrigada Rita. A poeira vai assentando e a vida continuando... Bjinho

ticopei disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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