29 novembro 2007

Força amiga!


Sei que estes ultimos tempos não têm sido nada fáceis de suportar, quanto mais enfrentar, e cada vez que tudo parece acalmar, mais um azar bate à porta. Desta vez foi a partida da tua avó, mas... pensa que pode ter sido o melhor para ela. Como tu mesma me disses-te, custa muito vê-los sofrer, e também sei o que sentias...

Continua com essa força, ainda que só aparente, pois infelizmente, nesta vida ainda há gente que quando nos vê para baixo, ainda nos consegue levar mais ao fundo. Mas não deixes! Aguenta firme, que atrás da tempestade vem a bonança, e o teu raiozinho de Sol, ainda vai brilhar muito forte! Pensa nisso com muita força ( e muita fé também, apesar de tudo...) por ti e pela Filipa!

Um beijo muito grande amiga, e sabes que podes contar comigo.

De volta à água!

Pois é! A febre desapareceu, a tosse acalmou, e depois da balda da semana passada, o João voltou às aulas de natação, depois de uma ausência de quase 2 meses (que entretanto foram pagos!).

A birra começou logo nos balneários, quando não queria sequer despir-se. Assim que entrámos na água, a disposição começou a mudar, no entanto... Não me largava o colo. Parecia um autêntico carrapato, agarrado a mim. Depois, aos pouquinhos lá se começou a descontrair e com a desculpa da brincadeira com uma bola, lá se começou a desprender mais... Até mergulho houve já quase no final da aula e tudo...

É claro que eu nestes dias chego ao fim do dia completamente cansada, pois, levantei-me às 6 e meia da manhã, ás 9 horas estava na Maia, voltei, mais uma troca de carro, mais uma viagem ao infantário para os apanhar, mais uma ida a correr para a piscina, vestir a Maria, assistir à aula dela, com o João sempre a querer colo, depois vestir a Maria, despir o João, vestir-me a mim, ir com ele para a água, sair, vesti-lo, vir para casa, dar banho aos dois (infelizmente a piscina que frequentamos não tem condições para bebés), jantar (hoje comida de take away, pois não me sentia capaz, nem com tempo para cozinhar, de modo a fazê-lo a horas decentes), arrumar a cozinha, brincar com eles um pouco, ler-lhes uma história antes de dormir... e são onze horas da noite. Daqui para a frente até não sei que horas, tenho uma aula para preparar!

Sonhos lindo...Adeus e até amanhã!

28 novembro 2007

Nem a propósito!

A manhã de ontem foi passada na Loja do Cidadão, pois agora, algum iluminado(a) lembrou-se de que as criancinhas, tinham que ter um Número de Beneficiário próprio, e lá fui eu para a dita loja, fazer:
- primeiro o registo nas Finanças, para obter o respectivo Número de Contribuinte
- de seguida, ala para a Segurança Social, fazer a mesma coisa, para "tirar" então o Número de Beneficiário, exigido no infantário dos meus filhos.

Dada a quantidade de pessoas que estavam à espera de ser atendidos, passei à vontade uma meia-hora sentada, á espera de ser atendida. Isto depois de ter ido tomar um cafézinho na Pasteleria do lado, e de ter ido ainda a outros dois balcões pedir informações... No total, demorei à vontade 45 minutos a ser atendida, mas, durante o tempo que lá estive sentada, estavam ao meu lado, duas senhoras, que pela conversa falavam de uma amiga comum. Então uma delas, contava á outra que tinha ido comer (não consegui perceber se almoçar, lanchar ou jantar) a casa dessa amiga em comum. Dizia então a senhora de que a amiga, lhes tinha posto uma mesa farta, onde não faltava nada, e que até estava tudo muito bom. "Olha, enfim, só para se armar em rica..." - Concluiu ela à amiga.

Parva fiquei eu com esta ultima frase! Então não é suposto, quando recebemos alguém, fazer os possíveis para que nada falte aos convidados, e que tudo esteja o melhor possível? Como é possível de que se visite alguém, só para ver o que a pessoa tem, ou o que a pessoa faz, e vir dizer semelhante coisa?

Desde que me conheço como gente, lembro-me que cada vez que tínhamos visitas lá em casa, de pernoitar algum fim de semana ou mais dias, os meus pais inclusivamente cediam o seu próprio quarto aos convidados, mudando-se eles de mala e cúia, para a sala e o respectivo sofá (não, não havia quarto de hóspedes...). E claro, que faziam para que nada faltasse, de modo a tornar a visita ou estadia o mais agradável possível. Podíamos nessa altura ter em casa coisas que normalmente no dia-a-dia não teríamos, mas nunca para "nos armarmos" em ricos...

Baralhadinha da cabeça foi como fiquei, e confesso que até um pouco surpreendida pois nunca me tinha passado pela cabeça semelhante coisa.

Conclusão: Dada a quantidade de visitas que temos tido ultimamente e, para evitar situações destas, meus amigos(as) preparem-se, pois cá em casa, a partir de agora só vai ser servida a bela sandes de courato, com a respectiva cervejinha. Uma mini, claro está!

22 novembro 2007

Baldámo-nos

Ontem à tarde decidi não levar os meninos à natação. Saí da Maia eram 15h45m. Fazer a viagem de regresso, passar em casa para apanhar o saco, ir à fábrica trocar o carro (onde estavam as cadeirinhas, pois o Ivo foi levá-los de manhã), e chegar ao infantário. Tarefa impossível de realizar numa hora, e a prova está na minha hora de chegada: 17h20 minutos. Pois... a aula da Maria teria começado há 5 minutos atrás. Então resolvi ser um pouco egoísta e ficar com os meus meninos só para mim (e o pai claro), num dos poucos dias que fico em casa á noite e não tenho que ir para a Universidade. Soube-me pela vida. Fomos comprar o DVD das princesas bailarinas (a Maria morria se não fôssemos) e fomos os três para casa. Que bem que me soube estar com eles, dar-lhes banhinho, fazer o jantar, e quando o papá chegou, juntámo-nos todos à mesa e... comemos.

Parece um pouco tonto, ficar tão contente com uma coisa que, para a maioria das pessoas é apenas a rotina do dia-a-dia, mas como para mim não é, adoro estes dias em que não vou dar aulas e posso ser eu a tratar dos meus meninos. É claro que sou eu que os deito todos os dias, mas as horas que antecedem não são passadas comigo, mas sim com o pai e com os avós.
Quem sabe um dia eu consigo deixar as aulas do pós-laboral...

Cabeleireira

Na semana passada combinei, com a minha vizinha, uma jantarada lá em casa. Não que eu goste muito de grandes confianças e andar sempre em casa umas das outras, mas eles são tão simpáticos, que achei que seria engraçado de vez em quando encontrarmo-nos assim, até porque eles também têm filhos (3 filhos lindos) e acho que é importante proporcionar aos miudos contacto com os vizinhos para que eles possam brincar e conviver com eles.
Então a coisa deu-se no sábado passado e, de facto foi uma noite bastante agradável, onde contámos montes de histórias antigas de cada um e de certa forma para nós, foi um reviver o passado, os "bons velhos tempos". E serviu também para que nos conhecêssemos melhor, uma vez que não nos conhecíamos, até à data em que começámos a construção da casa.

Mas voltando ao assunto referido no título, quando os nossos vizinhos chegaram, eu lá andava de volta da mutilação de umas folhas de alface, o João e o Ivo estavam ali na sala, e faltava a Maria, que pensava eu, estava no quarto dos brinquedos. Chamei, chamei, chamei, e...nada. "Só pode estar a fazer asneiras" pensei eu... E fui pelo corredor fora, com o saco das cenouras na mão (tinha-o acabado de tirar do frigorífico) e vou dar com a senhora, na casa de banho do nosso quarto, em frente da sanita, de tesoura em punho a cortar o seu próprio cabelo!

Fiquei em estado de choque! Não pelo estrago feito à própria figura (tinha cortado só 3 mechas de cabelo, que nem se nota) mas pelo que poderia ter acontecido se em vez de cortar cabelo, tivesse cortado outra coisa qualquer... Só lhe perguntei: "Que estás a fazer Maria?", e ela diz-me logo, com a voz mais meiguinha do Mundo: "Desculpa mamã..."
Seguiu-se o sermão, com o que poderia ter acontecido, blá, blá, blá... e ela percebeu.

O episódio terminou com o Ivo, ao pé de nós, a olhar para o saco as cenouras em cima do autoclismo e a perguntar: "O que é que isto está aqui a fazer?"

Actualizando...

Tá difícil... As tarefas e os afazeres continuam a ser mais que muitos. Já há muito tempo que todos os dias à noite, me lembro que mais uma vez não consegui realizar tudo o que tinha programado, incluindo o registo das novidades cá no estaminé!

A Maria cada vez nos faz sentir mais orgulhosos da filha que temos. Anda sempre muito bem disposta, conversa connosco de tal forma que às vezes é difícil cair na realidade de que ela apenas está prestes a completar 4 anos de vida. Não que eu goste muito de crianças que são adultas demais, ou demasiado avançadas para a idade que realmente têm, mas a Maria é diferente. Dentro daquele corpinho pequenino, existem muitas atitudes e muitos comportamentos perfeitamente adequados aos seus quase 4 anos, no entanto, a sua forma de se expressar, a sua perspicácia e a sua capacidade de adaptação e de "desenrrascanço" é que nos deixam muitas vezes de boca aberta. São várias as ocasiões em que eu me ponho a observá-la e admiro a forma como brinca, como trata o irmão, como inventa tão bem histórias que conta a olhar para os livros, como que se o que ela está a dizer, estivesse realmente escrito naquelas folhas que tem diante dela... No infantário, a festa de Natal está á a ser preparada, e além dos constantes elogios da professora de ballet, acerca da capacidade que ela tem para dançar, desta vez foi a educadora que fez essa observação. Pode ser que ela queira continuar, e quem sabe, não vai ser uma grande bailarina?

O João, finalmente foi liberado das febres constantes que o perseguiram durante quase um mês inteiro. Nestes últimos dias, parece que se isola um pouco nas brincadeiras no infantário. Reflexo de no outro dia ter sido "atacado" por um outro menino que lhe ferrou os dedos e as unhas nas bochechas, deixando-lhe lá as respectivas marcas? Talvez... Vamos deixar passar mais um tempo para ver como se comporta. Em casa continua brincalhão, bem disposto, mimalho, e sempre a empurrar o bendito carrinho de chá da Maria. Passa horas com aquele carro, a correr a casa toda, e assim que me perde de vista, não descansa enquanto não descobre onde páro. Quanto à questão da fala, temos notado que parece que quer começar a dizer mais alguma coisa, mas tem vergonha. Quando lhe pedimos para repetir, começa a rir-se e faz uma careta, como que a esconder a cara. Está um fôfo, é o que é!

12 novembro 2007

Parabéns Mamã!

Assim que me levantei, foi a primeira coisa que fiz. Telefonar a dar e cantar os parabéns à melhor mamã que há (perdoem-me as demais mamãs, mas esta é a minha!)
Já uma vez
aqui falei da minha mãe. E sinto-me muito feliz por a minha mãe ser assim. Esta mulher guerreira, corajosa, que nunca baixou os braços e foi sempre à luta, com as armas que tinha e que não tinha, para conseguir levar o seu barco a bom porto. E esse bom porto tinha como principal objectivo dar-me a mim e à minha irmã, uma oportunidade que ela nunca teve. Tirar um curso superior! Contra uma série de revesses da vida, ela lá continuou, sempre a trabalhar, a privar-se de muita coisa para ela, a gerir sozinha duas casas comerciais, pois o dinheiro tinha que aparecer de algum lado, e não era fácil ter duas filhas em simultâneo na Universidade (uma em Lisboa e outra no Porto), e uma delas numa Universidade Particular.
É uma teimosa esta mulher, é o que é!!
Ainda hoje assim é, e por isso, lá continua com os estudos dela, para agora, aos 60 anos (desculpa a inconfidência mamã, mas continuas linda como aos 30), concretizar um sonho que o meu avô não deixou que se concretizasse. De maneira que depois de concluir o 9º ano, lá segue de vento em popa, para concluir o 12º.

Gosto muito da minha mãe e tenho muita pena de estar tão longe dela e que ela esteja tão longe dos meus filhos, mas a vida é assim mesmo, e a minha vida estruturou-se aqui...Não tenho como mudar isso. Mas sinto muita falta dela aqui ao pé de mim... E ando sempre com o "coração numa cesta" preocupada com a saude dela. Diabetes e hipertensão, não são lá companhia muito agradável de se ter...


E é por gostar tanto desta minha mãe, que eu a defendo sempre pois é para isso que os filhos servem... E é por isso que não gosto, e não admito quando me dizem que a minha mãe é irresponsável e inconsequente! Não sabem do que falam...

Por isso, á minha mamã, só desejo que os dias dela sejam muito felizes, e que ela seja muito feliz e com muita saúde.

Amo-te mamã!

02 novembro 2007

Parabéns Papá!

Seriam estas as primeiras palavras que te diria, se pudesse estar contigo hoje. E estas palavras seriam acompanhadas com o abraço e os beijos que sempre trocámos quando estávamos juntos. Hoje, completarias 62 anos de vida. Completarias, pois a vida é madrasta, e a doença venceu, antes mesmo de chegares aos 58 anos. E antes do nascimento da tua primeira neta. Quando partiste, tinhas a esperança de que seria um neto, pois era o que mais querias, mas cedo te apercebeste de que não iria dar tempo... De que não conseguirias aguentar-te até ao final da minha gravidez.
Queria muito ter podido dar-te a notícia de que seria menina, mas partiste no dia antes de fazer a ecografia, que foi adiada, pois o dia foi guardado para te acompanhar e estar contigo o ultimo dia.

Pensei também sobretudo em ti, no dia que nasceu o João Henrique. O teu tão desejado neto, e queria muito que tivesses estado lá comigo...

Tenho muitas saudades... Sinto a falta da tua constante boa disposição, das tuas piadas, das tuas brincadeiras, dos beijos e dos abraços que me davas. Nunca tiveste vergonha de manifestar esse teu lado carinhoso, e por isso muitas vezes me abraçavas onde quer que fosse. Ainda consigo lembrar-me do teu cheiro. O cheiro das tuas mãos que me acariciavam a cara...

Sonhei apenas uma vez contigo. E esse sonho foi uma doce e serena despedida. Depois caminhaste, foste embora, e nunca mais sonhei contigo. Tenho pena...

À Maria e ao João, falo em ti, apenas esporádicamente. Acho que ainda não consigo explicar, sobretudo à Maria, porque é que não vamos à casa do avô Zé, nem o avô Zé nos visita. Por isso ontem no cemitério, ela não te reconheceu á primeira, na fotografia. Um dia mais tarde, quando ela (e o João) conseguirem compreender melhor, vou-lhes contar as nossas brincadeiras, as nossas viagens, as tuas aventuras, as tuas piadas, e sobretudo o teu lado humano e bem disposto, sempre de bem com a vida. Assim como da tua força e coragem enquanto estiveste doente. Nunca desanimaste...

Adoro-te papá e continuo a ter muito orgulho em ser tua filha.
Até sempre, pois sei que me acompanhas.

Dos incêndios outra vez... e da força de pessoas tão especiais...

No domingo passado não queria acreditar o que o ecrã da televisão mostrava... quatro meses depois da grande tragédia de Pedrógão Grande, P...