Das mil e uma coisas que temos feito, dos mil e um telefonemas, dos mil e um problemas que parece que não têm fim, resta-me o amor. De ti, dos que nos são queridos, da família, da minha mãe, das minhas manas; a de sangue, que de tão longe queria estar mais perto e a do coração, que tanta força têm dado. Esta força que mostro, conservo-a sim porque vos tenho a vocês. Porque sei que hoje o telefone vai tocar, porque sei que oiço as vossas vozes amigas, porque sei que vou sentir o vosso carinho, o vosso apoio, a vossa preocupação, e o vosso amor. E porque sei que ao chegar a casa vou ver os melhores sorrisos do mundo, nem que seja o sorriso dos sonhos, quando a hora de chegada já há muito ultrapassou a resistência para eles me esperarem ainda acordados. Só assim eu consigo continuar a acreditar que sim, que amanhã o sol continua a brilhar, que o nosso Verão vai chegar e que este Inverno tão mau vai passar. E sim, espero ainda daqui a uns anos, conseguir olhar para trás e rir-me de tudo isto...
"Para registar as "graças" dos meus filhos, recordações minhas, sentimentos e afins...Enfim, coisas nossas..." Foi assim que tudo começou em 2007... Desde 2011 regista também os nossos dias e a nossa vida em Tanger, Marrocos... Benvindos!!!
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06 novembro 2009
13 outubro 2009
Que mais nos irá acontecer - Parte II
Só para não maçar muito, nem me tornar muito chata, por aqui continua tudo mais ou menos na mesma. É mais ou menos como a Rita, assim!
02 outubro 2009
Que mais nos irá acontecer???
Desespero, frustração, raiva, incapacidade, derrota, invasão, aflição. Estes foram alguns dos sentimentos que senti ao mesmo tempo, hoje ao chegar ao carro, e ver que tinha sido assaltada à porta do infantário dos meus filhos.
Partiram o vidro e levaram a mala, com tudo lá dentro. Porta moedas (com dinheiro), chaves, cartões, óculos de sol (graduados), documentos, tudo! Senti o chão fugir-me debaixo dos pés e desesperei sem os meus bens pessoais, e depois senti o vazio e, a injustiça. Porquê eu, porquê nós, e porquê nos ultimos tempos tudo correr mal. Como diz a minha melhor amiga, sinto-me como nos desenhos animados, o boneco que anda constantemente com a nuvem negra em cima da cabeça.
Depois foi o pandemónio, o achar que devia ter sido um ladrão de ocasião, que tinha fugido a pé, e corri o pinhal vizinho à procura da mala, na esperança de que tivesse sido abandonada, caída no meio do chão. Depois foi a polícia que não queria ir tomar conta da ocorrência. Depois a discussão do Ivo com a GNR, que finalmente acedeu a deslocar-se ao local, mais o Nucleo de Investigação Criminal. E depois a constatação, através das imagens gravadas pelas câmaras de vigilância do Infantário, de que afinal tinha sido um casal, num carro branco, que tinha assaltado o meu carro.
E no meio disto tudo, os meninos no parque a brincar e sem perceberem porque é que o pai e a mãe andavam ali para a frente e para trás com os polícias atrás deles...
A mala felizmente já apareceu, num caixote do lixo, perto de uma outra escola a 20 Km de distância e onde outra mãe, foi roubada como eu. Já lá não estavam os óculos de sol, nem o dinheiro e nem os cartões, mas ao menos recuperei os documentos e as outras coisas que são MINHAS, de mais niguém. Os ladrões, através de tratamento de imagem talvez se consiga decifrar a matrícula do carro e se não for falsa nem o carro roubado, se chegue a eles.
Fica o saldo negativo também da conta do vidro partido...
Diz o ditado que hora a hora Deus melhora. Assim espero que se Ele nos anda a pôr à prova, já chega de avaliação...
Bom fim de semana a todos!
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