21 dezembro 2007

Passaram 19 anos...

...quase sem dar por isso. Tinha 13 anos quando o conheci, e desde logo, fui considerada como uma irmã. E quase instantâneamente também ele foi "adoptado" como mais um da familia, por todos nós. A minha mãe, conserva ainda uma fotografia oferecida por ele naquela altura, na carteira, no meio das duas outras filhas, as biológicas.

Entretanto a vida deu voltas, destinos trocados, e ele acabou longe de todos nós, na Suiça. A ultima vez que estivémos juntos foi há ano e meio atrás, como quase sempre, no Algarve, durante as férias de Verão, e é tão bom ver como tudo se manteve igual, depois destes anos todos. Bem... aconteceram muitas coisas, e houve algumas mudanças. Kilos a mais e a menos, mais ou menos cabelos brancos, gente nova na família, mas o carinho e a amizade que sempre nos uniu, essas mantém-se de pedra e cal.

Anteontem recebi um telefonema:
-Estou a sair agora da Suiça, e amanhã estou em tua casa. Quero que conheças a minha filha!
Felicidade, ansiedade, e ontem às 18h30m chegaram bem. Foi uma noite muito agradável, onde recordámos os tempos de antigamente, as férias passadas juntos, as passagens de ano, os Natais... Senti-me voltar um bom par de anos atrás no tempo. E foi óptimo ver os nossos filhos juntos...

Se tudo correr como planeámos, ainda nos voltaremos a ver, ainda estas férias, antes de ele voltar à Suiça. Até lá meu irmão...

18 dezembro 2007

Cumplicidades III

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Cumplicidades II

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Cumplicidades


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Festa de Natal

Mais um ano, novo mês de Dezembro e mais uma festa de Natal. Foi no domingo passado.
Uma vez mais a Maria brilhou (pelo menos para nós).

A actuação do ballet, foi pequenina, uma vez que só há 3 meses começou, mas ela lá entrou em palco, compenetradíssima, sem tirar os olhos da professora, para se certificar que não esquecia nada. Foi lindo, vê-la a dar aqueles passinhos pequeninos, em biquinhos de pés...

Depois foi a vez do João, cantar a musiquita da Sopa no número da Sala II, em que teimavam em lhe colocar um chapéu de cozinheiro na cabeça, que rapidamente ele atirava para o chão. Enfim, sempre muito apresentável. Qual chapéu qual quê...

E de novo veio a Maria a palco. Desta vez para uma dança folclórica, onde não faltou a indumentária apropriada. Duas saias rodadas, blusinha branca, e o respectivo lenço na cabeça. Faltou a rodilha, que eu :( deixei ficar em casa...

Depois foi a vez da avó Mimi, que também não quis deixar de participar na festa, e prontamente se voluntariou quando foi pedido que uma avó cantasse uma cantiga de Natal, enquanto preparavam o próximo número.

Falta só dizr que tudo isto ficou registado pelo papá, na máquina de filmar, mas... como ficou muito longe (principalmente no numero do ballet) a respectiva gravação ficou "ligeiramente" tremida e desfocada... Mas tudo bem papá, conta a intenção...;)

Só uma pergunta...

-Mamã, quando eu crescer já posso bater no João?

13 dezembro 2007

Fora de Horas

Uma vez mais, a escrita é feita fora de horas, quando todos já dormem menos eu... Mas também para já o sono também não é muito. Desejo que este ano passe depressa. Demasiadas coisas menos boas aconteceram, tanto a nós directamente como a pessoas muito queridas e chegadas.

A última foi esta madrugada. A sogra da minha irmã, não conseguiu resisitir a uma infecção que invadiu um corpo debilitado pelas inumeras transfusões de sangue que vinha sofrendo nos ultimos meses. E pensar que tinha desmarcado a hora na cabeleireira para mais tarde, para assim ter tempo de ir comprar uas prendinhas e o bacalhau para o Natal... Irónica a vida, como de repente nos corta e nos leva tudo, e tudo deixa de ter sentido...

Sem querer, vem-me á ideia o meu pai, os seus ultimos dias, e fico triste pois não consigo lembrar-me do último Natal que passei com ele... Não consigo....Por muito que o tempo passe tenho saudades e sinto tanta falta dele... Mas a vida lá segue, sem esperas de curas de dores que se curam em silêncio e internamente... E assim há-de continuar.


Amanhã irei acordar cedo, e ao invés do habitual, irei a caminho do aeroporto para buscar a minha irmã e o meu cunhado, não feliz, porque vêem passar mais um um Natal connosco, mas triste por uma viagem que tiveram que antecipar uma semana, por tão triste desfecho, e ao meu cunhado irei dizer-lhe o quanto percebo a angústia de não ter estado com a sua mãe nos últimos momentos, como as suas irmãs estiveram, acompanhando-a e apoiando-a no hospital, pois tal como ele, também eu não estive com o meu pai, que partiu sozinho e sem ninguém numa cama de hospital.


Da D. Fernanda muitas saudades irei ter, dos cafezinhos a meio da manhã, das nossas conversas, das suas piadas e das suas observações. Fica a admiração pela mulher e mãe que foi, sempre tentando que houvesse paz, harmonia e amizade na família, e pelos tempos que forçosamente teve que se afastar dos filhos, para lá fora, numa vida de emigrante, de muito trabalho, um dia mais tarde, nada lhes faltasse. Eu não me consigo nem imaginar assim, longe dos meus meninos, por isso penso o quanto deve ter sofrido nessa altura.

Fique bem D. Fernanda, descanse agora em paz, que nós nunca a esqueceremos...

06 dezembro 2007

Pinheiro de Natal

O nosso pinheiro de Natal este ano, é do tipo interactivo dinâmico.
Passo a explicar: com
uma filha, que desde o momento que chega a casa, até que se deita, não faz quase mais nada do que mudar tudo de sítio de um lado para o outro, desde que foi enfeitada, a nossa árvore ainda não se manteve intacta um único dia.

P. S. Se eu me lembrar de comprar, ou de utilizar as luzes com musica para o próximo ano, internem-me primeiro pois não há pachorra para a musiquita tanto tempo. É que a Maria já sabe tão bem onde aquilo se liga...
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Natal

É claro que por esta altura, já temos a casa mais ou menos engalanada para esta época que tanto gosto. O evento da Árvore de Natal estava previsto para o próximo fim de semana, mas uma vez que a Maria andava tão entusiasmada com os enfeites de Natal que já abundavam no infantário, enfeitámos a casa na passada sexta feira, pois o papá ia para fora no fim de semana.

Desse dia, as palavras que mais recordo, eram da Maria que não parava de dizer:
-Olha, que lindo! Olha João, estas bolas tão lindas...Olha, que anjinhos tão lindos...

E a maior sensação foi quando abri a caixa do presépio... Ficaram os dois encantados.
-Olha João, olha a vaquinha! Olha o burrinho...
Enfim um encanto.
Se até eu me encantei por este presépio tão simples, mas que achei tão amoroso...

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