05 julho 2007

As festas...

Na semana passada realizaram-se as festas de fim de ano no infantário dos meus meninos. Na quarta feira fez-se a reconstituição de uma feira antiga que se realizava todos os dias 24 de cada mês, onde se vendia de tudo um pouco. Então os meninos vestiram-se a rigor para recriar o ambiente que era vivido na época. Ficaram todos muito engraçados, como podem comprovar pelas fotos. Houve também as marchas realizadas pelos idosos do lar com alguns meninos da escolinha. Acho o máximo esta ligação e estas actividades da creche com o lar. Penso que á muito bom para ambas as partes; idosos e crianças. O meu pequeno João não aparece pois ainda é muito pequenino para tais fantasias e os meninos da salinha dele participaram, brincando descontraidamente na caixa de areia do pinhal da escola. A Maria, essa brilhou com uma roupa que foi minha, e que foi feita pela minha mãe, quando eu tinha 4 anos, e que serviu de disfarçe de Capuchinho Vermelho em alguns Carnavais.

Na sexta feira, foi a festa de encerramento do ano, onde as mães jogaram futebol e os pais, o jogo do lenço. Foi muito engraçado. Eu, apesar de não perceber nada lá fui jogar um bocadito de futebol, pois o importante é participar nestas coisas, mas confesso que fui muito preguiçosa e não corri quase nada. Também não adiantava muito, pois a partir da altura em que vi 5 mães engalfinhadas a lutar pela posse da bola, sendo elas todas da mesma equipa, não consegui fazer mais nada senão rir-me à gargalhada.
O papá assistiu ao jogo de futebol, mas teve que voltar ao trabalho pois mais uma vez... ensaio de ferramentas, e infelizmente não pode participar no jogo do lenço, que foi muito divertido, especialmente quando a educaora que tinha o lenço gritava "FOGO" e tinha que fugir senão era completamente albarroada por todos os pais que acorriam ao chamamento ao mesmo tempo. Desta festa, não há fotos...para publicar, pois acho que não fico lá grande coisa como jogadora de futebol ;)


02 julho 2007

Ontem fomos ao Circo

É uma aldeia pequena mas de vez em quando recebe a visita de um ou outro circo... Bem o que fomos ver ontem era mais um... cirquinho... Mas com gente muito simpática e muito polivalentes. A ver se me recordo de tudo...

Tinha a menina que vendia bandeirinhas e bonecos antes da função, vendia pipocas e algodão doce no intervalo, e durante o espectáculo foi malabarista, equilibrista de facas e espadas e, ginasta no trapézio (e ficava suspensa apenas pelos cabelos! ui, credo!).

Depois tinha outra menina que foi ginasta contorcionista, e partenaire do mágico.

Um rapaz que era assistente de todos os numeros, ginasta no trapézio (o que segurava nos cabelos da outra...), e palhaço.

Uma senhora que fazia um numero com cães e pombas amestradas, outro com uma cabra e um cão que saltavam obstáculos e no fim também participava no numero dos palhaços.

Estes eram os mais polivalentes que me recordo. Depois vimos ainda numeros com poneis, cobras, um bisonte americano cujo domador não tinha mais de 11 anos e uns meninos pequeninos vestidos de palhacinhos. Nesta parte não me senti muito bem, pois como fomos à matiné, coincidiu com o horário do lanche do João. E como sempre lá fui eu armada com a geleirinha dos iogurtes e bolachas (que andar com termos e papas atrás dá muito trabalho). Como estava pouca gente a assistir, insistiram para que nos sentássemos nas cadeiras, logo à frente. Pois estava então eu a dar o dito iogurte ao João Henrique quando surgem os palhacinhos. O mais pequenino não tinha mais de 4 anos, e ficou especado à minha frente a olhar para mim, para o João e para o iogurte que eu tinha na mão... Sem saber o que fazer acenei-lhe, ofereci iogurte e ele saíu da pista sempre a olhar para nós... Deu-me vontade de o agarrar e dar-lhe o outro iogurte que tinha na lancheira (ando sempre com um a mais... ou dois... ou três...)

Quanto aos meninos; o João mais uma vez surpreendeu-me e esteve atentíssimo do princípio ao fim e de vez em quando saltava mesmo lá para a frente a abanar a bandeirinha e a dançar. A Maria penso que ia mais espectante e a determinada altura já pedia para vir embora pois "já não estou a achar piada nenhuma a isto". A Mafalda, minha sobrinha emprestada, gostou e fartou-se de comer algodão doce.

Não quero deixar de registar, que saímos de um piquenique à beira do Rio Vouga, para ir assistir ao espectáculo. Como se pode imaginar, tanto os meninos como nós estávamos um pouco...sujos, de terra, areia... Mas ainda bem, pois as cadeiras do circo ainda conseguiam estar mais sujas que nós. Foi então bonito de ver as pessoas todas incomodadas a sentar-se e a limpar as cadeiras com os lencitos de papel e nós... sem problema nenhum, pois pior do que já estávamos era quase impossivel. Depois da função, voltámos para o mesmo piquenique, os meninos sujaram-se ainda mais, e ao chegar a casa, foi tudo directo para a banheira. Miúdos e graúdos.

Ao meu amor...

Amigo, companheiro, confidente, conselheiro, paciente. Porque estás sempre lá. Para mim, para os meninos... Pela tua solidariedade. Sei que sabes que o dinheiro que te pediram ontem à entrada do Feira Nova, não seria concerteza para comprar uma lata de leite para o bebé, mas só o facto de pensares que poderia haver uma criança com fome, sei que não te fez hesitar um momento. E é por isso que te amo. Sempre e cada vez mais.
A vida nem sempre é fácil, nem sempre corre bem, mas apesar de tudo, de todos os problemas, de todas as contrariedades, teimas em continuar a remar contra tudo, para levares o teu barco avante. E nós lá vamos também nesse teu barco, a pesar nos teus ombros. E contornas todas as situações como se de uma pena se tratasse...
Obrigada por seres assim, por seres a pessoa tão maravilhosa que és, e por seres o pai extraordinário que sempre sonhei para os meus filhos.
Tenho, e sei que os nossos filhos também têm muito orgulho em ti.
Muito obrigada pelo meu aniversário. Pelo dia, pelas surpresas e, pela companhia, para mim tão importante. Cada dia que passa sinto-me uma pessoa mais rica, por estar ao teu lado. Amo-te.

28 junho 2007

Voltar para casa

A rotina do dia-a-dia muitas vezes não nos deixa reconhecer a importância de pequenas coisas como um simples regresso a casa, depois de um dia de trabalho... Na terça-feira passada, estava eu de viagem para casa, vinda da Maia, e vinha a planear o que iria fazer quando chegasse a casa. Ia deitar a Maria, cantar-lhe a Lua (a cantiga que ela mais gosta para adormecer), dar o leite ao João, e depois, se ainda estivesse esperta o suficiente ainda iria passar uma roupita a ferro. Vinha eu nestes pensamentos quando de repente o trânsito pára à entrada da Ponte da Arrábida. Passados poucos segundos tentavam abrir caminho: um reboque da polícia, três ambulâncias, um carro do INEM, três carros dos bombeiros, incluindo um de desencarceramento, mais não sei quantos carros da brigada de trânsito. "Bonito" pensei eu... "Tenho aqui umas horitas de espera..." Dito e feito. Fora mesmo um acidente, e tão depressa não iriam remover o camião da estrada.
O que vale é que neste país à beira mar plantado há sempre iluminados, ou "chicos-espertos", que tentam "desenrrascar" a situação... Quando mal dou conta, e olho à minha volta, já estavam meia duzia de carros virados ao contrário, prontinhos para sair da VCI em contra mão pela entrada de acesso do Campo Alegre. "Ainda mais bonito..." pensei novamente... "Agora é que com uns virados para Sul e outros virados para Norte nunca mais daqui saio". Vai daí que os ditos iluminados começam a andar mas... eis que mais à frente se deparam com montes de carros abandonados, pois os seus proprietários, tinham ido apreciar o acidente. Ele há coisa melhor que assistir a um acidente?
Valeu-nos depois a intervenção da polícia que realmente lá achou que aquela seria a melhor opção para escoar o trânsito, enquanto não removiam o camião, e lá nos safámos todos por ali. O resultado é que depois estava o trânsito completamente congestionado na zona da Boavista. Valeu-me um aluno, que conhecia uma data de atalhos, e atrás dele lá me safei rapidamente, e voltei a conseguir entrar na VCI, desta vez no sentido da Ponte do Freixo, a caminho de casa, onde cheguei por volta da uma da manhã.

Durante esta cegada, falei para casa pelo telemóvel, para avisar do que se estava a passar. A Maria ficou super preocupada quando o pai lhe disse:
-"Sabes, houve um problema na estrada e a mamã está presa no trânsito..."
-"P'esa?"
E não queria adormecer enquanto eu não chegasse, mas o sono foi mais forte que ela...

Eu cheguei, dei-lhe beijinhos, e levei-a para a caminha dela. Depois peguei no João, dei-lhe beijinhos e o leitinho, que bebeu todo a dormir. A roupa, essa lá ficou no monte por passar.

Durante a noite a Maria chamou por mim três ou quatro vezes, e de manhã, quando acordou chamou por mim. Quando cheguei ao quarto perguntou:
-"Mamã... O que aconteceu-te?"

Felizmente não aconteceu nada comigo, apenas houve um atraso. Estas viagens dão cabo de mim...Tenho saudades deles e eles de mim... E quero chegar sempre depressa!

25 junho 2007

Bem Vindos


Para a Maria, que nasceu no passado dia 18 de Junho e, para o João Henrique que nasceu ontem, dia 24 Junho.

Para vocês, desejo apenas o mesmo, que desejo para os meus filhos.
Saude, alegria, generosidade, solidariedade, amizade, sinceridade e no meio disto tudo, uma pontinha de sorte! Que também é preciso...

Contradições

Sábado à noite:

Organizou-se uma sardinhada para comemoração do São João, com direito a fogueira e tudo.
Um amigo resolveu soltar o cão, ainda cachorro mas com uma força danada. Habituado a estar preso, o bicho ao ver-se livre, com tanta gente para brincar, só estava bem a atirar-se a todos e mais algum. A Maria tratou logo de se ir refugiar no colo da minha mãe, que ameaçou logo que lhe ia dar um pontapé:
-"Ó Mimi, faz-lhe só assim com o pé, mas não lhe batas..."

Quando viémos embora e porque estávamos a cerca de 300 metros da nossa casa, o Ivo levou-a no colo dele para que ela conduzisse. Ao entrar no carro, e com um olhar maroto diz ao pai a seguinte frase:
-"Então? Matamos o Joly?"

Finalmente

já temos a licença de habitabilidade na mão... Ao fim de muitas horas de espera e muita paciência nas repartições publicas, legalmente podemos ocupar* a nossa casa nova.

* Assim que me aplicarem TODOS os apetrechos que faltam nas casas de banho. E quando digo TODOS é mesmo TODOS. Haja paciência!

As nossas (verdadeiras) férias de Verão 2020

Uma vez que estávamos de praias fechadas e limitações nas deslocações pelo país pouco mais pudémos fazer do que ficar em Tanger. Para variar...