22 novembro 2007

Baldámo-nos

Ontem à tarde decidi não levar os meninos à natação. Saí da Maia eram 15h45m. Fazer a viagem de regresso, passar em casa para apanhar o saco, ir à fábrica trocar o carro (onde estavam as cadeirinhas, pois o Ivo foi levá-los de manhã), e chegar ao infantário. Tarefa impossível de realizar numa hora, e a prova está na minha hora de chegada: 17h20 minutos. Pois... a aula da Maria teria começado há 5 minutos atrás. Então resolvi ser um pouco egoísta e ficar com os meus meninos só para mim (e o pai claro), num dos poucos dias que fico em casa á noite e não tenho que ir para a Universidade. Soube-me pela vida. Fomos comprar o DVD das princesas bailarinas (a Maria morria se não fôssemos) e fomos os três para casa. Que bem que me soube estar com eles, dar-lhes banhinho, fazer o jantar, e quando o papá chegou, juntámo-nos todos à mesa e... comemos.

Parece um pouco tonto, ficar tão contente com uma coisa que, para a maioria das pessoas é apenas a rotina do dia-a-dia, mas como para mim não é, adoro estes dias em que não vou dar aulas e posso ser eu a tratar dos meus meninos. É claro que sou eu que os deito todos os dias, mas as horas que antecedem não são passadas comigo, mas sim com o pai e com os avós.
Quem sabe um dia eu consigo deixar as aulas do pós-laboral...

Cabeleireira

Na semana passada combinei, com a minha vizinha, uma jantarada lá em casa. Não que eu goste muito de grandes confianças e andar sempre em casa umas das outras, mas eles são tão simpáticos, que achei que seria engraçado de vez em quando encontrarmo-nos assim, até porque eles também têm filhos (3 filhos lindos) e acho que é importante proporcionar aos miudos contacto com os vizinhos para que eles possam brincar e conviver com eles.
Então a coisa deu-se no sábado passado e, de facto foi uma noite bastante agradável, onde contámos montes de histórias antigas de cada um e de certa forma para nós, foi um reviver o passado, os "bons velhos tempos". E serviu também para que nos conhecêssemos melhor, uma vez que não nos conhecíamos, até à data em que começámos a construção da casa.

Mas voltando ao assunto referido no título, quando os nossos vizinhos chegaram, eu lá andava de volta da mutilação de umas folhas de alface, o João e o Ivo estavam ali na sala, e faltava a Maria, que pensava eu, estava no quarto dos brinquedos. Chamei, chamei, chamei, e...nada. "Só pode estar a fazer asneiras" pensei eu... E fui pelo corredor fora, com o saco das cenouras na mão (tinha-o acabado de tirar do frigorífico) e vou dar com a senhora, na casa de banho do nosso quarto, em frente da sanita, de tesoura em punho a cortar o seu próprio cabelo!

Fiquei em estado de choque! Não pelo estrago feito à própria figura (tinha cortado só 3 mechas de cabelo, que nem se nota) mas pelo que poderia ter acontecido se em vez de cortar cabelo, tivesse cortado outra coisa qualquer... Só lhe perguntei: "Que estás a fazer Maria?", e ela diz-me logo, com a voz mais meiguinha do Mundo: "Desculpa mamã..."
Seguiu-se o sermão, com o que poderia ter acontecido, blá, blá, blá... e ela percebeu.

O episódio terminou com o Ivo, ao pé de nós, a olhar para o saco as cenouras em cima do autoclismo e a perguntar: "O que é que isto está aqui a fazer?"

Actualizando...

Tá difícil... As tarefas e os afazeres continuam a ser mais que muitos. Já há muito tempo que todos os dias à noite, me lembro que mais uma vez não consegui realizar tudo o que tinha programado, incluindo o registo das novidades cá no estaminé!

A Maria cada vez nos faz sentir mais orgulhosos da filha que temos. Anda sempre muito bem disposta, conversa connosco de tal forma que às vezes é difícil cair na realidade de que ela apenas está prestes a completar 4 anos de vida. Não que eu goste muito de crianças que são adultas demais, ou demasiado avançadas para a idade que realmente têm, mas a Maria é diferente. Dentro daquele corpinho pequenino, existem muitas atitudes e muitos comportamentos perfeitamente adequados aos seus quase 4 anos, no entanto, a sua forma de se expressar, a sua perspicácia e a sua capacidade de adaptação e de "desenrrascanço" é que nos deixam muitas vezes de boca aberta. São várias as ocasiões em que eu me ponho a observá-la e admiro a forma como brinca, como trata o irmão, como inventa tão bem histórias que conta a olhar para os livros, como que se o que ela está a dizer, estivesse realmente escrito naquelas folhas que tem diante dela... No infantário, a festa de Natal está á a ser preparada, e além dos constantes elogios da professora de ballet, acerca da capacidade que ela tem para dançar, desta vez foi a educadora que fez essa observação. Pode ser que ela queira continuar, e quem sabe, não vai ser uma grande bailarina?

O João, finalmente foi liberado das febres constantes que o perseguiram durante quase um mês inteiro. Nestes últimos dias, parece que se isola um pouco nas brincadeiras no infantário. Reflexo de no outro dia ter sido "atacado" por um outro menino que lhe ferrou os dedos e as unhas nas bochechas, deixando-lhe lá as respectivas marcas? Talvez... Vamos deixar passar mais um tempo para ver como se comporta. Em casa continua brincalhão, bem disposto, mimalho, e sempre a empurrar o bendito carrinho de chá da Maria. Passa horas com aquele carro, a correr a casa toda, e assim que me perde de vista, não descansa enquanto não descobre onde páro. Quanto à questão da fala, temos notado que parece que quer começar a dizer mais alguma coisa, mas tem vergonha. Quando lhe pedimos para repetir, começa a rir-se e faz uma careta, como que a esconder a cara. Está um fôfo, é o que é!

12 novembro 2007

Parabéns Mamã!

Assim que me levantei, foi a primeira coisa que fiz. Telefonar a dar e cantar os parabéns à melhor mamã que há (perdoem-me as demais mamãs, mas esta é a minha!)
Já uma vez
aqui falei da minha mãe. E sinto-me muito feliz por a minha mãe ser assim. Esta mulher guerreira, corajosa, que nunca baixou os braços e foi sempre à luta, com as armas que tinha e que não tinha, para conseguir levar o seu barco a bom porto. E esse bom porto tinha como principal objectivo dar-me a mim e à minha irmã, uma oportunidade que ela nunca teve. Tirar um curso superior! Contra uma série de revesses da vida, ela lá continuou, sempre a trabalhar, a privar-se de muita coisa para ela, a gerir sozinha duas casas comerciais, pois o dinheiro tinha que aparecer de algum lado, e não era fácil ter duas filhas em simultâneo na Universidade (uma em Lisboa e outra no Porto), e uma delas numa Universidade Particular.
É uma teimosa esta mulher, é o que é!!
Ainda hoje assim é, e por isso, lá continua com os estudos dela, para agora, aos 60 anos (desculpa a inconfidência mamã, mas continuas linda como aos 30), concretizar um sonho que o meu avô não deixou que se concretizasse. De maneira que depois de concluir o 9º ano, lá segue de vento em popa, para concluir o 12º.

Gosto muito da minha mãe e tenho muita pena de estar tão longe dela e que ela esteja tão longe dos meus filhos, mas a vida é assim mesmo, e a minha vida estruturou-se aqui...Não tenho como mudar isso. Mas sinto muita falta dela aqui ao pé de mim... E ando sempre com o "coração numa cesta" preocupada com a saude dela. Diabetes e hipertensão, não são lá companhia muito agradável de se ter...


E é por gostar tanto desta minha mãe, que eu a defendo sempre pois é para isso que os filhos servem... E é por isso que não gosto, e não admito quando me dizem que a minha mãe é irresponsável e inconsequente! Não sabem do que falam...

Por isso, á minha mamã, só desejo que os dias dela sejam muito felizes, e que ela seja muito feliz e com muita saúde.

Amo-te mamã!

02 novembro 2007

Parabéns Papá!

Seriam estas as primeiras palavras que te diria, se pudesse estar contigo hoje. E estas palavras seriam acompanhadas com o abraço e os beijos que sempre trocámos quando estávamos juntos. Hoje, completarias 62 anos de vida. Completarias, pois a vida é madrasta, e a doença venceu, antes mesmo de chegares aos 58 anos. E antes do nascimento da tua primeira neta. Quando partiste, tinhas a esperança de que seria um neto, pois era o que mais querias, mas cedo te apercebeste de que não iria dar tempo... De que não conseguirias aguentar-te até ao final da minha gravidez.
Queria muito ter podido dar-te a notícia de que seria menina, mas partiste no dia antes de fazer a ecografia, que foi adiada, pois o dia foi guardado para te acompanhar e estar contigo o ultimo dia.

Pensei também sobretudo em ti, no dia que nasceu o João Henrique. O teu tão desejado neto, e queria muito que tivesses estado lá comigo...

Tenho muitas saudades... Sinto a falta da tua constante boa disposição, das tuas piadas, das tuas brincadeiras, dos beijos e dos abraços que me davas. Nunca tiveste vergonha de manifestar esse teu lado carinhoso, e por isso muitas vezes me abraçavas onde quer que fosse. Ainda consigo lembrar-me do teu cheiro. O cheiro das tuas mãos que me acariciavam a cara...

Sonhei apenas uma vez contigo. E esse sonho foi uma doce e serena despedida. Depois caminhaste, foste embora, e nunca mais sonhei contigo. Tenho pena...

À Maria e ao João, falo em ti, apenas esporádicamente. Acho que ainda não consigo explicar, sobretudo à Maria, porque é que não vamos à casa do avô Zé, nem o avô Zé nos visita. Por isso ontem no cemitério, ela não te reconheceu á primeira, na fotografia. Um dia mais tarde, quando ela (e o João) conseguirem compreender melhor, vou-lhes contar as nossas brincadeiras, as nossas viagens, as tuas aventuras, as tuas piadas, e sobretudo o teu lado humano e bem disposto, sempre de bem com a vida. Assim como da tua força e coragem enquanto estiveste doente. Nunca desanimaste...

Adoro-te papá e continuo a ter muito orgulho em ser tua filha.
Até sempre, pois sei que me acompanhas.

31 outubro 2007

E vão duas....

...viroses! Pois é, qual convidada que veio passar o mês cá a casa, pois assim é a desgraçada da virose, que se agarrou ao meu Joãozinho como uma lapa! Quando parecia que tudo tinha voltado a encarreirar e que a partir de agora tudo voltava ao normal, uma birra descomunal no domingo à noite pôs-me alerta e voltar a pegar no meu melhor amigo destes ultimos tempos; o termómetro (daqueles mesmo á moda antiga que os digitais que comprei, não me dão duas leituras iguais e depois de ficarem sem pilha finaram-se e nunca mais deram nada...).

Pois lá estava bem marcados 39,5 graus. Lá voltei ao armário dos benditos xaropes, e na segunda à tarde, após telefonema ao pediatra, lá fomos nós ao Sr. Doutor. Depois de bem observado, dos pés à cabeça, gargantas, ouvidos e afins, o diagnóstico foi: mais uma virose!


Gostei do que ouvi, pois enquanto forem viroses destas, que depois de 3 ou 5 dias vão embora, está tudo bem. Pior seria se fosse alguma doença maluca que o estivesse a afectar, só não gostei foi de ter gasto 60€ na consulta por causa duma porcaria destas!


Está então o menino de "férias" do infantário, a dar que fazer aos avós paternos, pois enquanto não há febre, nada pára naquela casa! Já vamos no 3º dia, e ainda de manhã havia febre. Vamos a ver quantos dias mais vai demorar esta inquilina indesejada!

25 outubro 2007

Não gosto

mesmo nada, nada de pessoas que não fazem mais nada do que ser vítimas!

Acordem para a vida, que não cai nada do céu, e há que lutar, para conquistar o nosso lugar ao sol... Ter inveja não traz nada para o nosso quintal!

As nossas (verdadeiras) férias de Verão 2020

Uma vez que estávamos de praias fechadas e limitações nas deslocações pelo país pouco mais pudémos fazer do que ficar em Tanger. Para variar...