22 setembro 2008

Não se faz...

Dizerem-me que precisam de mim, para trabalhar a partir de 1 Outubro, (e como eu preciso deste trabalho), e passados alguns dias que afinal só a partir de Janeiro, e metade do que era suposto. Tou muito contentinha, tou, tou:(

21 setembro 2008

5 Anos

Faz hoje 5 anos que acordei com um telefonema. Eram 9 horas da manhã, e era para me informar de que o meu pai tinha partido. Foi-se com a chegada do Outono, e desde aí, de cada vez que vejo as folhas das árvores a ficar cada vez mais castanhas e a cair, lembro-me deste dia. Deste triste dia... Neste dia acabou o sofrimento, o dele (sobretudo o dele) e o nosso. E acabou também a impotência de uma luta perdida à partida, onde apenas se tentou que a qualidade de vida fosse a melhor possível, e apesar de a fase de maior sofrimento ter demorado a chegar, ela veio, e foi curta. Não demorou nada... Assim como o tempo, apesar de já terem passado 5 anos, parece que às vezes ainda oiço a voz dele a chamar-me, o oiço tossir, rir... Diz-se que o tempo tudo cura, talvez... Quem sabe algum dia sinto isso. Para já só consigo sentir saudade, muita saudade, e pena... pena de saber que nunca vou ver o meu filho a brincar com os carrinhos, ou a jogar à bola com aquele avô, que tanto ansiava um neto, nem ver a minha filha a brincar com aquele avô, como ele brincou comigo...
Vou amar-te sempre papá!

20 setembro 2008

Boas Surpresas

São aquelas em que os amigos aparecem à última da hora, e ainda trazem marmelada e doce de figo acabadinho de fazer. Obrigada, foi maravilhoso.

E então é assim...

... A minha mãe no México, a minha irmã em Nova York, e a melhor amiga em Milão. E eu? Quando saio da parvónia? :D

19 setembro 2008

O Regresso


O início de um novo ano lectivo e o regresso à escola não foi lá muito pacífico. Da parte do João correram lindamente os dias em que voltou para o ambiente, os amigos e a educadora dele. Bem disposto, sem birras, sem choro, sem nada. Apenas um abraço, um beijo, e toma lá a chupeta que aqui não preciso dela! Até ao dia em que, por razões profissionais minhas e do I. tiveram que ser os avós a levá-los à escola. Dizem-me depois que ficou a chorar um bocadinho... Quando vou novamente levá-lo, sou informada pela educadora que fica alterado, e nem o almoço corre tão bem. Ele que é o menino que não dá absolutamente trabalho nenhum à hora da refeição pois come bem, tudo e sozinho! Quem dera que fossem todos como ele, dizem-me elas. Mas não nos dias em que são os avós a levá-lo. A sensação de que vai deixar o avô e tudo o que quer fazer, sem ninguém o impedir, deixam-no assim... sem vontade de ficar na escola.


A Maria, foi muito bem os primeiros dois dias. Depois, ainda em casa começava a choradeira, que não queria ir para a escola, que queria ficar comigo, que ia sentir muitas saudades minhas e do pai, que não, que não, que não... Depois lá entrava no carro sempre com os olhos razos de água, e repetindo sempre: "Mamã, és tão linda. Vou sentir tantas saudades... O tempo custa tanto a passar..." Cortavam o meu coração estas palavras, no entanto sabia que não devia vacilar, que não podia voltar com ela para casa... Se há dias que poderia ficar com ela, há também os outros que não, não posso ficar com ela, e não pode deixar de acompanhar o ritmo do infantário... E vieram então os tais dias, que foram os avós a levá-los. A partir daí não havia menina. Além de não ficar a chora, portava-se lindamente todo o dia.


Enfim, as diferenças entre eles existem e cada um reage de maneira diferente às mesmas situações... Como se costuma dizer; "Temos cinco dedos em cada mão e nenhum é igual ao outro...

14 setembro 2008

Adeus Verão


E foi assim o nosso Adeus ao Verão. Novamente o encontro, as conversas, as brincadeiras, e os rituais do costume. Foi bom, muito bom.

As nossas (verdadeiras) férias de Verão 2020

Uma vez que estávamos de praias fechadas e limitações nas deslocações pelo país pouco mais pudémos fazer do que ficar em Tanger. Para variar...