"Para registar as "graças" dos meus filhos, recordações minhas, sentimentos e afins...Enfim, coisas nossas..." Foi assim que tudo começou em 2007... Desde 2011 regista também os nossos dias e a nossa vida em Tanger, Marrocos... Benvindos!!!
18 dezembro 2007
13 dezembro 2007
Fora de Horas
Uma vez mais, a escrita é feita fora de horas, quando todos já dormem menos eu... Mas também para já o sono também não é muito. Desejo que este ano passe depressa. Demasiadas coisas menos boas aconteceram, tanto a nós directamente como a pessoas muito queridas e chegadas. A última foi esta madrugada. A sogra da minha irmã, não conseguiu resisitir a uma infecção que invadiu um corpo debilitado pelas inumeras transfusões de sangue que vinha sofrendo nos ultimos meses. E pensar que tinha desmarcado a hora na cabeleireira para mais tarde, para assim ter tempo de ir comprar uas prendinhas e o bacalhau para o Natal... Irónica a vida, como de repente nos corta e nos leva tudo, e tudo deixa de ter sentido...
Sem querer, vem-me á ideia o meu pai, os seus ultimos dias, e fico triste pois não consigo lembrar-me do último Natal que passei com ele... Não consigo....Por muito que o tempo passe tenho saudades e sinto tanta falta dele... Mas a vida lá segue, sem esperas de curas de dores que se curam em silêncio e internamente... E assim há-de continuar.
Amanhã irei acordar cedo, e ao invés do habitual, irei a caminho do aeroporto para buscar a minha irmã e o meu cunhado, não feliz, porque vêem passar mais um um Natal connosco, mas triste por uma viagem que tiveram que antecipar uma semana, por tão triste desfecho, e ao meu cunhado irei dizer-lhe o quanto percebo a angústia de não ter estado com a sua mãe nos últimos momentos, como as suas irmãs estiveram, acompanhando-a e apoiando-a no hospital, pois tal como ele, também eu não estive com o meu pai, que partiu sozinho e sem ninguém numa cama de hospital.
Da D. Fernanda muitas saudades irei ter, dos cafezinhos a meio da manhã, das nossas conversas, das suas piadas e das suas observações. Fica a admiração pela mulher e mãe que foi, sempre tentando que houvesse paz, harmonia e amizade na família, e pelos tempos que forçosamente teve que se afastar dos filhos, para lá fora, numa vida de emigrante, de muito trabalho, um dia mais tarde, nada lhes faltasse. Eu não me consigo nem imaginar assim, longe dos meus meninos, por isso penso o quanto deve ter sofrido nessa altura.
Fique bem D. Fernanda, descanse agora em paz, que nós nunca a esqueceremos...
06 dezembro 2007
Pinheiro de Natal
O nosso pinheiro de Natal este ano, é do tipo interactivo dinâmico.
Passo a explicar: com uma filha, que desde o momento que chega a casa, até que se deita, não faz quase mais nada do que mudar tudo de sítio de um lado para o outro, desde que foi enfeitada, a nossa árvore ainda não se manteve intacta um único dia.
P. S. Se eu me lembrar de comprar, ou de utilizar as luzes com musica para o próximo ano, internem-me primeiro pois não há pachorra para a musiquita tanto tempo. É que a Maria já sabe tão bem onde aquilo se liga...
Passo a explicar: com uma filha, que desde o momento que chega a casa, até que se deita, não faz quase mais nada do que mudar tudo de sítio de um lado para o outro, desde que foi enfeitada, a nossa árvore ainda não se manteve intacta um único dia.
P. S. Se eu me lembrar de comprar, ou de utilizar as luzes com musica para o próximo ano, internem-me primeiro pois não há pachorra para a musiquita tanto tempo. É que a Maria já sabe tão bem onde aquilo se liga...
Natal
É claro que por esta altura, já temos a casa mais ou menos engalanada para esta época que tanto gosto. O evento da Árvore de Natal estava previsto para o próximo fim de semana, mas uma vez que a Maria andava tão entusiasmada com os enfeites de Natal que já abundavam no infantário, enfeitámos a casa na passada sexta feira, pois o papá ia para fora no fim de semana.
Desse dia, as palavras que mais recordo, eram da Maria que não parava de dizer:
-Olha, que lindo! Olha João, estas bolas tão lindas...Olha, que anjinhos tão lindos...
E a maior sensação foi quando abri a caixa do presépio... Ficaram os dois encantados.
-Olha João, olha a vaquinha! Olha o burrinho...
Enfim um encanto.
Se até eu me encantei por este presépio tão simples, mas que achei tão amoroso...
Desse dia, as palavras que mais recordo, eram da Maria que não parava de dizer:
-Olha, que lindo! Olha João, estas bolas tão lindas...Olha, que anjinhos tão lindos...
E a maior sensação foi quando abri a caixa do presépio... Ficaram os dois encantados.
-Olha João, olha a vaquinha! Olha o burrinho...
Enfim um encanto.
Se até eu me encantei por este presépio tão simples, mas que achei tão amoroso...
29 novembro 2007
Força amiga!
Sei que estes ultimos tempos não têm sido nada fáceis de suportar, quanto mais enfrentar, e cada vez que tudo parece acalmar, mais um azar bate à porta. Desta vez foi a partida da tua avó, mas... pensa que pode ter sido o melhor para ela. Como tu mesma me disses-te, custa muito vê-los sofrer, e também sei o que sentias...
Continua com essa força, ainda que só aparente, pois infelizmente, nesta vida ainda há gente que quando nos vê para baixo, ainda nos consegue levar mais ao fundo. Mas não deixes! Aguenta firme, que atrás da tempestade vem a bonança, e o teu raiozinho de Sol, ainda vai brilhar muito forte! Pensa nisso com muita força ( e muita fé também, apesar de tudo...) por ti e pela Filipa!
Um beijo muito grande amiga, e sabes que podes contar comigo.
De volta à água!
Pois é! A febre desapareceu, a tosse acalmou, e depois da balda da semana passada, o João voltou às aulas de natação, depois de uma ausência de quase 2 meses (que entretanto foram pagos!).
A birra começou logo nos balneários, quando não queria sequer despir-se. Assim que entrámos na água, a disposição começou a mudar, no entanto... Não me largava o colo. Parecia um autêntico carrapato, agarrado a mim. Depois, aos pouquinhos lá se começou a descontrair e com a desculpa da brincadeira com uma bola, lá se começou a desprender mais... Até mergulho houve já quase no final da aula e tudo...
É claro que eu nestes dias chego ao fim do dia completamente cansada, pois, levantei-me às 6 e meia da manhã, ás 9 horas estava na Maia, voltei, mais uma troca de carro, mais uma viagem ao infantário para os apanhar, mais uma ida a correr para a piscina, vestir a Maria, assistir à aula dela, com o João sempre a querer colo, depois vestir a Maria, despir o João, vestir-me a mim, ir com ele para a água, sair, vesti-lo, vir para casa, dar banho aos dois (infelizmente a piscina que frequentamos não tem condições para bebés), jantar (hoje comida de take away, pois não me sentia capaz, nem com tempo para cozinhar, de modo a fazê-lo a horas decentes), arrumar a cozinha, brincar com eles um pouco, ler-lhes uma história antes de dormir... e são onze horas da noite. Daqui para a frente até não sei que horas, tenho uma aula para preparar!
Sonhos lindo...Adeus e até amanhã!
28 novembro 2007
Nem a propósito!
A manhã de ontem foi passada na Loja do Cidadão, pois agora, algum iluminado(a) lembrou-se de que as criancinhas, tinham que ter um Número de Beneficiário próprio, e lá fui eu para a dita loja, fazer:
- primeiro o registo nas Finanças, para obter o respectivo Número de Contribuinte
- de seguida, ala para a Segurança Social, fazer a mesma coisa, para "tirar" então o Número de Beneficiário, exigido no infantário dos meus filhos.
Dada a quantidade de pessoas que estavam à espera de ser atendidos, passei à vontade uma meia-hora sentada, á espera de ser atendida. Isto depois de ter ido tomar um cafézinho na Pasteleria do lado, e de ter ido ainda a outros dois balcões pedir informações... No total, demorei à vontade 45 minutos a ser atendida, mas, durante o tempo que lá estive sentada, estavam ao meu lado, duas senhoras, que pela conversa falavam de uma amiga comum. Então uma delas, contava á outra que tinha ido comer (não consegui perceber se almoçar, lanchar ou jantar) a casa dessa amiga em comum. Dizia então a senhora de que a amiga, lhes tinha posto uma mesa farta, onde não faltava nada, e que até estava tudo muito bom. "Olha, enfim, só para se armar em rica..." - Concluiu ela à amiga.
Parva fiquei eu com esta ultima frase! Então não é suposto, quando recebemos alguém, fazer os possíveis para que nada falte aos convidados, e que tudo esteja o melhor possível? Como é possível de que se visite alguém, só para ver o que a pessoa tem, ou o que a pessoa faz, e vir dizer semelhante coisa?
Desde que me conheço como gente, lembro-me que cada vez que tínhamos visitas lá em casa, de pernoitar algum fim de semana ou mais dias, os meus pais inclusivamente cediam o seu próprio quarto aos convidados, mudando-se eles de mala e cúia, para a sala e o respectivo sofá (não, não havia quarto de hóspedes...). E claro, que faziam para que nada faltasse, de modo a tornar a visita ou estadia o mais agradável possível. Podíamos nessa altura ter em casa coisas que normalmente no dia-a-dia não teríamos, mas nunca para "nos armarmos" em ricos...
Baralhadinha da cabeça foi como fiquei, e confesso que até um pouco surpreendida pois nunca me tinha passado pela cabeça semelhante coisa.
Conclusão: Dada a quantidade de visitas que temos tido ultimamente e, para evitar situações destas, meus amigos(as) preparem-se, pois cá em casa, a partir de agora só vai ser servida a bela sandes de courato, com a respectiva cervejinha. Uma mini, claro está!
- primeiro o registo nas Finanças, para obter o respectivo Número de Contribuinte
- de seguida, ala para a Segurança Social, fazer a mesma coisa, para "tirar" então o Número de Beneficiário, exigido no infantário dos meus filhos.
Dada a quantidade de pessoas que estavam à espera de ser atendidos, passei à vontade uma meia-hora sentada, á espera de ser atendida. Isto depois de ter ido tomar um cafézinho na Pasteleria do lado, e de ter ido ainda a outros dois balcões pedir informações... No total, demorei à vontade 45 minutos a ser atendida, mas, durante o tempo que lá estive sentada, estavam ao meu lado, duas senhoras, que pela conversa falavam de uma amiga comum. Então uma delas, contava á outra que tinha ido comer (não consegui perceber se almoçar, lanchar ou jantar) a casa dessa amiga em comum. Dizia então a senhora de que a amiga, lhes tinha posto uma mesa farta, onde não faltava nada, e que até estava tudo muito bom. "Olha, enfim, só para se armar em rica..." - Concluiu ela à amiga.
Parva fiquei eu com esta ultima frase! Então não é suposto, quando recebemos alguém, fazer os possíveis para que nada falte aos convidados, e que tudo esteja o melhor possível? Como é possível de que se visite alguém, só para ver o que a pessoa tem, ou o que a pessoa faz, e vir dizer semelhante coisa?
Desde que me conheço como gente, lembro-me que cada vez que tínhamos visitas lá em casa, de pernoitar algum fim de semana ou mais dias, os meus pais inclusivamente cediam o seu próprio quarto aos convidados, mudando-se eles de mala e cúia, para a sala e o respectivo sofá (não, não havia quarto de hóspedes...). E claro, que faziam para que nada faltasse, de modo a tornar a visita ou estadia o mais agradável possível. Podíamos nessa altura ter em casa coisas que normalmente no dia-a-dia não teríamos, mas nunca para "nos armarmos" em ricos...
Baralhadinha da cabeça foi como fiquei, e confesso que até um pouco surpreendida pois nunca me tinha passado pela cabeça semelhante coisa.
Conclusão: Dada a quantidade de visitas que temos tido ultimamente e, para evitar situações destas, meus amigos(as) preparem-se, pois cá em casa, a partir de agora só vai ser servida a bela sandes de courato, com a respectiva cervejinha. Uma mini, claro está!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
As nossas (verdadeiras) férias de Verão 2020
Uma vez que estávamos de praias fechadas e limitações nas deslocações pelo país pouco mais pudémos fazer do que ficar em Tanger. Para variar...
-
A Maria anda sempre a inventar e adora palhaçar e rir à gargalhada. No outro dia fui dar com ela a inventar para pregar um susto ao João. ...
-
Uma vez que estávamos de praias fechadas e limitações nas deslocações pelo país pouco mais pudémos fazer do que ficar em Tanger. Para variar...
-
"De cor amarelo posso pintar a lua da cor preto e branco posso pintar as pedras da rua." Inventado na hora, enquanto caminháv...


