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14 fevereiro 2012

... II

Pois é... eu e as minhas premonições, os meus apertos de peito e angustias que não me falham e me fazem tremer de medo cada vez que os sinto. Não foi nada connosco, pelo menos directamente, mas não deixa de me deixar triste, quando afecta os que mais gosto e os que mais amo... Queria que estes dias nunca chegassem. Por todas as razões!!!

09 fevereiro 2012

Do gostar e do não gostar

Parece que não é só do português (mas também) o velho hábito de se queixarem de tudo. Desde que cheguei a Tanger, já conheci muita gente e de várias nacionalidades. Espanhóis, franceses, ingleses, marroquinos e portugueses. Mas é dos expatriados que quero falar. Sim, expatriados. É um termo um pouco estranho para nós, mas que é muito utilizado aqui. Para nós, o termo normalmente utilizado é o emigrante:)
Mas voltando ao assunto. Tenho-me apercebido, sem achar grande piada, que ultimamente as conversas com alguns, e principalmente algumas das expatriadas só têm um único tema; falar mal de Marrocos e dos Marroquinos. Que são desorganizados, que conduzem mal, que nunca cumprem com o prometido, que se sentem enganados nas compras na Medina... enfim... uma data de queixas. E a mim só me apetece perguntar: "Então o que viest fazer para aqui?", "Se estavas tão bem no teu país porque viéste?" Estas pessoas esquecem-se que estamos em África, num país em desenvolvimento. Sim a reciclagem ainda não existe, as filas nos sitios publicos não se respeitam, há uma grande percentagem de analfabetismo, regateiam preços, não têm os nossos hábitos de higiene, não têm capacidade de organização nem as coisas informatizadas... Mas como era o nosso país há 15, 20 anos atrás? Exactamente igual... As pessoas deitavam os papéis para o chão, também cuspiam para o chão, havia miudos que não iam à escola... Enfim estes são apenas alguns exemplos, mas... fomos nós que escolhemos (bem ou mal, forçados ou de livre vontade) a vir para aqui. E se o país é assim, temos que nos adaptar... Esta é a minha visão das coisas. Há princípios dos quais não prescindo; os hábitos de higiene, a educação com os outros, a organização, e não é pelo facto de estar num país que por norma não funciona assim, que tenho que fazer igual...
Sempre encarei a minha vinda para Tanger como uma boa oportunidade para ganhar alguma estabilidade financeira, e sobretudo como uma óptima oportunidade para dar uma educação diferente aos meus filhos. Melhor que em Portugal? Não sei... Mas diferente e com a perspectiva de horizontes mais alargados. Tenho a plena noção que os meus filhos desde cedo vão falar correntemente 5 linguas, e conviver com gente de vários países, com diferentes culturas, que inconscientemente os miudos trocam entre si. Isto sim eu sei que não teria em Portugal... Não ao preço que tenho aqui. É claro que há colégios internacionais em Portugal onde há crianças de outros países, mas isso implicaria que tivesse que me mudar para Lisboa ou Porto, e concerteza, principalmente numa altura destas não teria condições financeiras para tal, tais são os preços praticados... Então é a esta oportunidade que tenho que me agarrar, e em vez de perder tempo e energia a "reparar" no que não funciona aqui, que tal olhar e valorizar o de melhor que tem Marrocos para nos oferecer? O clima, as paisagens, as oportunidades profissionais, a hospitalidade dos marroquinos (sim, são mentirosos, mas nunca te dizem que não a nada, e sentindo que não os queremos enganar e os tratamos com respeito, são do mais leal que há), a variedade cultural, a tolerância religiosa e o facto de até estarmos "perto" de Portugal? Ainda só encontrei duas espanholas com esta mesma mentalidade, e talvez por isso tenhamos passado tanto tempo juntas ultimamente, mas o facto é que fomos nós que viémos para aqui, é o seu país, a sua cultura. Somos nós que temos que nos adaptar. É claro que podemos contribuir com os nossos conhecimentos para ajudar, mas este é o mundo deles, dos Marroquinos. Aqui é Marrocos, não Portugal, Espanha, França ou Inglaterra.

08 fevereiro 2012

Ai Maya Maya...

Tão certa do que dizes... Com tantas certezas... Se ao menso resolvesses os meus problemas, eu passava a acreditar!

31 outubro 2009

Sorte ou a falta dela

Ainda a digerir o facto de que não foi hoje que os meus problemas, preocupações, chatices, afins blá, bjá, tanta coisa que pode perfeitamente caber no saco e deitar ao mar, ao rio, eu sei lá, acabarem. Pois é... Tudo isto para dizer que ainda não foi esta semana que virei excêntrica!
Ando completamente exausta e sem paciência para nada. Não será bem a falta de paciência mas sim a falta de senso, atitude, comportamento, responsabilidade por parte da maior parte das pessoas que me rodeiam. Especialmente os meus alunos. Quando pensamos que vamos dar aulas a um grupo de adultos, pensamos: "Porreiro, malta crescida, formada", com quem não pensamos vir a ter problemas . E quando dou conta... sinto uma autêntica desilusão e infelizmente entendo tão bem os mais novos. As minha turmas de gente miuda na casa dos 14, 15, até 20 anos... Com a falta de exemplo, é muito fácil, genuíno até não fazer os trabalhos de casa, chegar tarde, não levar os cadernos, não levar o material, escrever sms durante a aula, não tirar o chapéu dentro da sala de aula, etc... outros tantos exemplos com os quais eu me deparo todos os dias... Mas como eu ia dizendo, quando vamos para uma turma de adultos pensamos que essas questões já não se põem mas... desengano. Piores ainda porque se julgam senhores de si e não admitem uma chamada de atenção porque já não são nenhuns garotos/as e não estão para ouvir sermões...
Admito no entanto que a culpa não é deles...como dizia o outro senhor... A culpa é do sistema... E enquanto os Centros de formação forem obrigados a mostrar trabalho, numeros, e estatisticas vai ser sempre assim...
E vejam só, isto tudo a partir da minha falta de sorte... Só para dizer que ainda não foi desta que me saíu o euromilhões:)

02 outubro 2009

Que mais nos irá acontecer???

Desespero, frustração, raiva, incapacidade, derrota, invasão, aflição. Estes foram alguns dos sentimentos que senti ao mesmo tempo, hoje ao chegar ao carro, e ver que tinha sido assaltada à porta do infantário dos meus filhos.

Partiram o vidro e levaram a mala, com tudo lá dentro. Porta moedas (com dinheiro), chaves, cartões, óculos de sol (graduados), documentos, tudo! Senti o chão fugir-me debaixo dos pés e desesperei sem os meus bens pessoais, e depois senti o vazio e, a injustiça. Porquê eu, porquê nós, e porquê nos ultimos tempos tudo correr mal. Como diz a minha melhor amiga, sinto-me como nos desenhos animados, o boneco que anda constantemente com a nuvem negra em cima da cabeça.

Depois foi o pandemónio, o achar que devia ter sido um ladrão de ocasião, que tinha fugido a pé, e corri o pinhal vizinho à procura da mala, na esperança de que tivesse sido abandonada, caída no meio do chão. Depois foi a polícia que não queria ir tomar conta da ocorrência. Depois a discussão do Ivo com a GNR, que finalmente acedeu a deslocar-se ao local, mais o Nucleo de Investigação Criminal. E depois a constatação, através das imagens gravadas pelas câmaras de vigilância do Infantário, de que afinal tinha sido um casal, num carro branco, que tinha assaltado o meu carro.

E no meio disto tudo, os meninos no parque a brincar e sem perceberem porque é que o pai e a mãe andavam ali para a frente e para trás com os polícias atrás deles...

A mala felizmente já apareceu, num caixote do lixo, perto de uma outra escola a 20 Km de distância e onde outra mãe, foi roubada como eu. Já lá não estavam os óculos de sol, nem o dinheiro e nem os cartões, mas ao menos recuperei os documentos e as outras coisas que são MINHAS, de mais niguém. Os ladrões, através de tratamento de imagem talvez se consiga decifrar a matrícula do carro e se não for falsa nem o carro roubado, se chegue a eles.

Fica o saldo negativo também da conta do vidro partido...
Diz o ditado que hora a hora Deus melhora. Assim espero que se Ele nos anda a pôr à prova, já chega de avaliação...
Bom fim de semana a todos!

03 agosto 2009

O que andaste a fazer?

Como diz um tio do Ivo, "não me querendo repetir, mas repetindo", as ultimas semanas foram algo trabalhosas. O final das aulas, as turmas que terminaram, os testes, as avaliações, as reuniões de avaliação das turmas de aprendizagem, a continuidade e as actividades dos Efas, o aumento das aulas no pós-laboral... enfim... Juro que a minha paciência estava mesmo mesmo no limite. Qualquer coisa fazia transbordar o copo, e confesso que no que diz respeito às aulas já nem eu mesma me suportava. Muito menos o desinteresse dos alunos, a conversa no meio das aulas, as desculpas esfarrapadas dos trabalhos que não foram nem havia maneira de serem entregues, enfim, o sistema que temos, que alturas há em que penso que trabalho para o boneco. Tanto faz fazer bem ou mal o trabalho, tanto faz os alunos interessarem-se ou não pelas matérias dadas, tanto faz terem melhores ou piores resultados, que no fundo no fundo o que conta são as estatísticas. Mas adiante que isto é só um desabafo e a mim ninguém me perguntou nada!

A somar a isto tudo, e sentindo-me esgotada, decidi finalmente contratar uma empregada, mas afinal, parece que a crise não anda aí, pois a senhora veio o primeiro dia e na semana seguinte, nem vê-la! A ver vamos o que a próxima semna me reserva. Pode ser que leve logo uns patins...

09 junho 2009

Não entendo...

Quando comento algum assunto ou algum acontecimento que já foi registado neste blog, com alguém que eu sei que já visitou o blog (o sitemeter regista visitas ok?) e me dizem com a maior cara de pau:
-Ah! É verdade tens um blog... Olha que nem me lembro de lá ir...
Pensam que enganam quem? Se fosse segredo ou confidencial o blog era privatizado não?
Qual o problema em assumir que sim, que visitam o blog?
É por causa disso que qualquer dia privatizo mesmo!!!!

30 abril 2009

Maus fígados...

De facto, destes últimos dias passados, só me vem à ideia, que há coisas que me ficam atravessadas... e que continuo a não engolir falta de rigor, irresponsabilidade e que minem o meu trabalho. Parece que afinal cumprir as regras e fazer o que deve ser feito está fora de moda!
Viva a balbúrdia, o incumprimento, que o que importa é ter os alunos do nosso lado.

03 novembro 2008

O tempo, o tempo, o tempo....

não chega, quem dera...
A ultima semana foi de loucos. Parecia que havia uma conspiração divina que me impedia de resolver alguns problemas que necessitavam de um fim urgente. E há gente que parece que vive para complicar a vida aos outros. Mas felizmente, a contrapor essas pessoas, também as há que não esquecem os amigos e quando mesmo precisamos lá estão! Não querem relatórios, não querem explicações, são simples e objectivos e tudo fazem para ajudar no que podem. E depois felizmente também temos a sorte de encontrar pessoas em certos locais e certas repartições que têm um lado muito humano e sentem as coisas como nós. A estas pessoas e a estes amigos só posso dizer que nunca esqueço, aos outros, que complicam e têem prazer nisso, só posso dizer que ESQUEÇO que existem!

E nos entretantos, quando as coisas pareciam não querer resolver-se ainda fui brindada com uma multa por excesso de velocidade, paga na hora! Quem me manda a mim, conduzir furiosa, e em vez de atirar uma cadeira às fuças de quem me chateia, não colabora e é arrogante, ir acelerar para a rua?

Mas bem, as coisas lá se resolveram, e como recompensa, tivémos um fim de semana cheio surpresas e visitas tão boas... Sábado e Domingo foi uma casa cheia. E como eu gosto de ter a casa cheia...Miudos e graudos, graudos e miudos, e como eles se entenderam bem... E eu fiquei encantada de poder estar com amigos com quem não estava há tanto tempo, e de quem já tinha saudades de estar, assim, nas calmas, a conversar, a por "a escrita em dia":)

Obrigada meus amigos pela vossa visita. Adorei, e temos que repetir mais vezes!!!

16 outubro 2008

Ai, ai!

Depois disto, e depois de mais uma visita, sem resposta nem retorno, começo a ficar chateadita. Ai começo começo!

Taditas delas...

... das que não têm a vida que sonharam e invejam a vida de tudo e todos (incluindo as do círculo de amigos mais próximos)
... das que se recorrem do único argumento que têm; a ignorância para se justificarem
... das que à falta de argumentos que as justifique, recorrem apenas à falta de educação
...das que antes que alguém lhes diga algo simpático, atacam logo com narrativas da vida desgraçada, sem ajudas e horários que têm
... das que não sabem dar valor às riquezas que têm
... das que não sabem sorrir. Apenas sorrir...

18 junho 2008

Da paciência (ou da falta dela)...

Confesso que ultimamente ando sem pachorra, paciência para merda nenhuma (desculpem-me a expressão mas ando mesmo assim). Irrita-me a falta de sinceridade, a falta de tolerância, a falta de civismo, a falta de respeito,e todas as demais faltas de valores morais, decência e honestidade.

E depois os miudos! Ai porque não é o papá, mas é a mamã que dá a sopa, ai porque não é a mamã, é o papá que veste, ai porque agora não quero esta camisola, quero aquela, ai porque agora não quero umas calças, mas quero uma saia, ai porque não quero ir andar de bicicleta com o papá, mas agora choro porque afinal até tinha gostado de ir, ai porque não quero comer sopa, mas quero canja, ai porque não quero a carne, e só como o arroz, e de repente inevitavelmente sai-me ai porque daqui a pouco estás é a querer uma valente palmada nesse rabo!

E depois os azelhas que andam na estrada e pensam que temos que andar atrás deles a gramar os 30 Km horários que os senhores polícias querem obrigar a malta a andar nos perímetros urbanos. Devem pensar que a malta não tem catraios para ir levar ao infantário, à piscina, que não temos que ir ao supermercado, que não temos que ir ao talho, à lavandaria, que ir trabalhar, tudo, tudo assim com os minutos contadinhos...

E depois temos ainda aqueles que se metem à estrada precisamente no minuto exacto que estamos a chegar ao cruzamento, que em vez de se porem a andar depressa, ainda arrancam devagarinho e ficam a olhar pelo retrovisor, mesmo à espera que a malta lhe mande uma valente pancadona na traseira...

É por isto e por muito mais (que agora não me apetece mais referir) que me fez tão bem aquele bocadinho ontem... Obrigada
Rita!

29 abril 2008

25 outubro 2007

Não gosto

mesmo nada, nada de pessoas que não fazem mais nada do que ser vítimas!

Acordem para a vida, que não cai nada do céu, e há que lutar, para conquistar o nosso lugar ao sol... Ter inveja não traz nada para o nosso quintal!

Janeiro em Tanger

O regresso à rotina da escola e trabalho custa sempre, sobretudo depois de dias tão bons em Portugal com amigos e familia, os nossos sitio...