É o que me ocorre quando temos uma notícia destas....
É como levar um murro no estômago ao pensar na alegria, na jovialidade, no gosto pela aventura de um amigo que partiu.
E depois a angustia... Como encarar um pai, que toda a vida deu tudo e tudo fez pelo seu filho único. E o nó na garganta quando ao telefone choramos os dois, e com o choro dizemos tudo um ao outro, sem mais palavras.
E como dar força à Paula, e explicar à Ana e ao Gonçalo que o pai foi para o céu definitivamente... Meu Deus...
Olha por nós daí, desse céu que tanto te apaixonava. Fica em paz Eddy.
Aqui vemos um dos seus ultimos saltos tandem.
"Para registar as "graças" dos meus filhos, recordações minhas, sentimentos e afins...Enfim, coisas nossas..." Foi assim que tudo começou em 2007... Desde 2011 regista também os nossos dias e a nossa vida em Tanger, Marrocos... Benvindos!!!
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16 agosto 2009
13 dezembro 2007
Fora de Horas
Uma vez mais, a escrita é feita fora de horas, quando todos já dormem menos eu... Mas também para já o sono também não é muito. Desejo que este ano passe depressa. Demasiadas coisas menos boas aconteceram, tanto a nós directamente como a pessoas muito queridas e chegadas. A última foi esta madrugada. A sogra da minha irmã, não conseguiu resisitir a uma infecção que invadiu um corpo debilitado pelas inumeras transfusões de sangue que vinha sofrendo nos ultimos meses. E pensar que tinha desmarcado a hora na cabeleireira para mais tarde, para assim ter tempo de ir comprar uas prendinhas e o bacalhau para o Natal... Irónica a vida, como de repente nos corta e nos leva tudo, e tudo deixa de ter sentido...
Sem querer, vem-me á ideia o meu pai, os seus ultimos dias, e fico triste pois não consigo lembrar-me do último Natal que passei com ele... Não consigo....Por muito que o tempo passe tenho saudades e sinto tanta falta dele... Mas a vida lá segue, sem esperas de curas de dores que se curam em silêncio e internamente... E assim há-de continuar.
Amanhã irei acordar cedo, e ao invés do habitual, irei a caminho do aeroporto para buscar a minha irmã e o meu cunhado, não feliz, porque vêem passar mais um um Natal connosco, mas triste por uma viagem que tiveram que antecipar uma semana, por tão triste desfecho, e ao meu cunhado irei dizer-lhe o quanto percebo a angústia de não ter estado com a sua mãe nos últimos momentos, como as suas irmãs estiveram, acompanhando-a e apoiando-a no hospital, pois tal como ele, também eu não estive com o meu pai, que partiu sozinho e sem ninguém numa cama de hospital.
Da D. Fernanda muitas saudades irei ter, dos cafezinhos a meio da manhã, das nossas conversas, das suas piadas e das suas observações. Fica a admiração pela mulher e mãe que foi, sempre tentando que houvesse paz, harmonia e amizade na família, e pelos tempos que forçosamente teve que se afastar dos filhos, para lá fora, numa vida de emigrante, de muito trabalho, um dia mais tarde, nada lhes faltasse. Eu não me consigo nem imaginar assim, longe dos meus meninos, por isso penso o quanto deve ter sofrido nessa altura.
Fique bem D. Fernanda, descanse agora em paz, que nós nunca a esqueceremos...
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