Seriam estas as primeiras palavras que te diria, se pudesse estar contigo hoje. E estas palavras seriam acompanhadas com o abraço e os beijos que sempre trocámos quando estávamos juntos. Hoje, completarias 62 anos de vida. Completarias, pois a vida é madrasta, e a doença venceu, antes mesmo de chegares aos 58 anos. E antes do nascimento da tua primeira neta. Quando partiste, tinhas a esperança de que seria um neto, pois era o que mais querias, mas cedo te apercebeste de que não iria dar tempo... De que não conseguirias aguentar-te até ao final da minha gravidez.
Queria muito ter podido dar-te a notícia de que seria menina, mas partiste no dia antes de fazer a ecografia, que foi adiada, pois o dia foi guardado para te acompanhar e estar contigo o ultimo dia.
Pensei também sobretudo em ti, no dia que nasceu o João Henrique. O teu tão desejado neto, e queria muito que tivesses estado lá comigo...
Tenho muitas saudades... Sinto a falta da tua constante boa disposição, das tuas piadas, das tuas brincadeiras, dos beijos e dos abraços que me davas. Nunca tiveste vergonha de manifestar esse teu lado carinhoso, e por isso muitas vezes me abraçavas onde quer que fosse. Ainda consigo lembrar-me do teu cheiro. O cheiro das tuas mãos que me acariciavam a cara...
Sonhei apenas uma vez contigo. E esse sonho foi uma doce e serena despedida. Depois caminhaste, foste embora, e nunca mais sonhei contigo. Tenho pena...
À Maria e ao João, falo em ti, apenas esporádicamente. Acho que ainda não consigo explicar, sobretudo à Maria, porque é que não vamos à casa do avô Zé, nem o avô Zé nos visita. Por isso ontem no cemitério, ela não te reconheceu á primeira, na fotografia. Um dia mais tarde, quando ela (e o João) conseguirem compreender melhor, vou-lhes contar as nossas brincadeiras, as nossas viagens, as tuas aventuras, as tuas piadas, e sobretudo o teu lado humano e bem disposto, sempre de bem com a vida. Assim como da tua força e coragem enquanto estiveste doente. Nunca desanimaste...
Adoro-te papá e continuo a ter muito orgulho em ser tua filha.
Até sempre, pois sei que me acompanhas.
Queria muito ter podido dar-te a notícia de que seria menina, mas partiste no dia antes de fazer a ecografia, que foi adiada, pois o dia foi guardado para te acompanhar e estar contigo o ultimo dia.
Pensei também sobretudo em ti, no dia que nasceu o João Henrique. O teu tão desejado neto, e queria muito que tivesses estado lá comigo...
Tenho muitas saudades... Sinto a falta da tua constante boa disposição, das tuas piadas, das tuas brincadeiras, dos beijos e dos abraços que me davas. Nunca tiveste vergonha de manifestar esse teu lado carinhoso, e por isso muitas vezes me abraçavas onde quer que fosse. Ainda consigo lembrar-me do teu cheiro. O cheiro das tuas mãos que me acariciavam a cara...
Sonhei apenas uma vez contigo. E esse sonho foi uma doce e serena despedida. Depois caminhaste, foste embora, e nunca mais sonhei contigo. Tenho pena...
À Maria e ao João, falo em ti, apenas esporádicamente. Acho que ainda não consigo explicar, sobretudo à Maria, porque é que não vamos à casa do avô Zé, nem o avô Zé nos visita. Por isso ontem no cemitério, ela não te reconheceu á primeira, na fotografia. Um dia mais tarde, quando ela (e o João) conseguirem compreender melhor, vou-lhes contar as nossas brincadeiras, as nossas viagens, as tuas aventuras, as tuas piadas, e sobretudo o teu lado humano e bem disposto, sempre de bem com a vida. Assim como da tua força e coragem enquanto estiveste doente. Nunca desanimaste...
Adoro-te papá e continuo a ter muito orgulho em ser tua filha.
Até sempre, pois sei que me acompanhas.